Nos últimos dias, o tempo ficou diferente. As horas passaram mais longas, as notificações mais silenciosas, e o mundo pareceu um pouco maior sem a frequência da sua voz.
Não é cobrança. Não é peso. É só verdade.
Eu senti sua falta.
No meio do que aconteceu por aí, no meio das suas correrias, das coisas que talvez eu nem saiba explicar, eu fiquei. Eu permaneci.
Esperei você como quem deixa a luz acesa na varanda para que, quando voltar, saiba que tem casa.
Esperei sem pressão, sem exigência, só com aquela certeza tranquila de quem escolhe ficar.
Porque estar com você não é sobre quantidade de mensagens, é sobre intenção. E a minha sempre foi clara: eu estou aqui.
Se o mundo te puxar para longe por alguns dias, se o cansaço te calar, se as coisas ficarem confusas, eu continuo.
Eu espero.
Não por obrigação, mas porque você vale cada segundo. Porque a sua presença — mesmo quando distante — é a melhor parte de mim.
E se às vezes o silêncio parecer grande, lembra: do outro lado dele, tem alguém que nunca saiu daqui.