Algumas histórias começam com promessas.
A nossa começou com um horário.
Era 24 de setembro de 2025, às 04:55.
Não teve plateia, não teve barulho.
Só a certeza silenciosa
de que, a partir dali, algo passava a existir.
O tempo seguiu.
Vieram dias comuns, conversas longas,
pausas necessárias.
A gente aprendeu que presença
não depende de toque.
Entre mensagens, espera e cuidado,
o que parecia distância virou constância.
Não porque era fácil,
mas porque sempre valeu a pena.
O ano virou.
Não foi só o calendário.
Viraram os dias, os planos,
mas não precisou virar a gente.
2025 ficou pra trás,
mas deixou algo muito importante:
você —
e tudo o que construímos sem perceber.
Agora, quatro meses depois,
não escrevo um ponto final.
Escrevo uma linha contínua.
Porque algumas histórias
não precisam ser contadas em números,
apenas cuidadas —
todos os dias,
desde aquele horário.